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Associação de revendedores nos EUA acredita em futuro promissor para o setor

Vender carros ainda será promissor no futuro da mobilidade, diz Presidente da NADA, associação norte-americana representante dos revendedores de veículos.

Pesquisa apresentada pelo chairman Charlie Gilchrist revela que as pessoas ainda querem ter a posse do veículo.

As mudanças disruptivas que o mundo digital está trazendo para o setor automotivo não vão extinguir a necessidade da existência de concessionárias de veículos e seu core business - que é vender carros - ainda será essencial para o futuro da mobilidade. Esta é a conclusão de Charlie Gilchrist, chairman da NADA – associação que reúne o setor de distribuição dos Estados Unidos, e membro da ATD, American Truck Dealers. Ele apresentou a palestra de abertura do 29º Congresso Fenabrave, na terça-feira, 6, em São Paulo.

O executivo mostrou dados de um estudo recente realizado pela entidade em seu país sobre a relevância das novas tecnologias emergentes no setor automotivo, como carros elétricos, direção autônoma, serviços de compartilhamento, inteligência artificial, entre outras, e como estas tecnologias devem influenciar as preferências dos consumidores para o transporte no futuro.

“As críticas que temos ouvido sobre as concessionárias estarem ameaçadas no futuro com a evolução do setor são afirmações erradas. As pessoas ainda querem ter carro e a pesquisa mostra que elas têm pouco interesse em não ter a posse do bem: apenas 9% são a favor de abrir mão do veículo”, disse Gilchrist.

Segundo o chairman, serviços de compartilhamento, que ele chamou de uberização, embora sejam práticos e úteis em várias ocasiões, ainda são considerados como um custo alto pelos entrevistados. Os números da pesquisa da NADA apontam que os gastos com o Uber podem custar US$ 1.119 por ano para uma pessoa que não tem carro.

“Ser dono de um carro em nosso país tem um custo muito menor”, reforça ele.

Chamam a atenção os números que apontam que os millennials são o segundo grupo que mais compram carro em todo o mundo, perdendo apenas para sua geração anterior. “O resultado foi positivo em todas as faixas etárias e de renda”, acrescenta. “Nunca subestime o valor da liberdade de ir e vir; há muitos casos de rotinas em que o Uber não representa a melhor opção e é nesta avaliação sobre sua vida e como ela vai se movimentar ao longo de seu dia e de suas atividades que a pessoa tem a convicção de que o carro faz mais sentido.”

Embora os números apresentados por Gilchrist apontem que o core business das concessionárias ainda é um negócio promissor, ele não deixa de alertar aos concessionários presentes que devem sim buscar sua maior inserção no mundo digital.

“É necessário se adequar e estar preparado para a mudança do panorama da mobilidade, porque o futuro já chegou”, afirmou.

Se por um lado, as pessoas ainda vão procurar as concessionárias para comprar um carro, por outro, as ferramentas de vendas, marketing e principalmente de pós-venda já estão fazendo toda a diferença dentro do escopo do negócio e isso requer planejamento, investimento e novos profissionais.

Seus dados apontam que só nos Estados Unidos, a introdução de novas tecnologias no setor de distribuição demandará a contratação de mais de 70 mil pessoas por ano até 2026, incluindo profissionais da área técnica, TI, gerenciamento de dados e monitoramento. Ele indica que munidos com as ferramentas corretas e que fazem sentido para o negócio, o setor ainda desfrutará de vida longa.

“E não se preocupem com os produtos do futuro: as concessionárias estão prontas para a venda de qualquer produto que venha das montadoras.”

Fonte: Automotive Business, Fenabrave; Colagem da Bioagência com imagens da web
(13/08/2019)
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