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Retomada do acordo EUA-China anima mercados

Otimismo ajuda a elevar cotações de grãos.

A possibilidade de que representantes de Estados Unidos e China tenham reiterado compromisso de cumprir o acordo comercial "fase 1", assinado entre as potências mundiais, conforme noticiário internacional, animou o mercado de grãos, especialmente com relação à soja e milho, afirma o Commerzbank.

A analista de commodities agrícolas do banco, Michaela Kühl, escreve em comentário enviado a clientes nesta terça-feira, que as condições ruins da safra americana - atingida por tempestades - somadas ao compromisso com o acordo sino-americano estão impulsionando para cima o preço das commodities.

Segundo a analista do banco alemão, apesar da escalada nas tensões políticas entre EUA e China, o país asiático "aumentou consideravelmente" as compras de produtos agrícolas dos EUA nas últimas semanas, "o que também se refletirá nos números de exportação americana com algum atraso".

"As compras [da China] atingiram apenas uma fração dos níveis acordados no primeiro semestre do ano, embora também existam motivos sazonais para isso", pondera Michaela Kühl. As safras americanas de soja - que são particularmente importantes no comércio EUA-China - e milho ainda não foram colhidas.

Havia dúvidas sobre o cumprimento do acordo comercial, em meio à escalada de tensão EUA-China envolvendo a pandemia de covid-19, Hong Kong e empresas de tecnologia chinesas.

A analista do Commerzbank cita dados Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que apontam queda na previsão de safra para este ano. "Apenas 64% das plantações de milho estão agora em boas ou excelentes condições nos EUA (em comparação com 69% na semana passada).

"No principal Estado de cultivo (Iowa) - afetado por tempestades na semana passada -, o número caiu para 50% (em comparação com 59% na semana passada). A avaliação nacional para a soja também se deteriorou em 3 pontos porcentuais, para 69%", destaca.

Do outro lado do Atlântico, o potencial de rendimento para as safras de primavera na Europa também está sendo reavaliado, em virtude das condições excessivamente secas em algumas regiões.

"A agência de previsão MARS da Comissão Europeia reduziu os rendimentos médios esperados da União Europeia (UE) para milho e sacarina de beterraba, incluindo a Alemanha e a França", afirma Michaela Kühl. "A associação de comerciantes de grãos Coceral espera que a safra de milho na UE alcance apenas o nível do ano anterior, de 64,6 milhões de toneladas", conclui.

Fonte: Estadão conteudo; Imagem da web
(25/08/2020)
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