Notícias

  • Twitter
  • FaceBook

China: Novo mercado para o etanol

O Ministério das Finanças da China confirmou ontem que a redução de tarifa sobre as importações de álcool de 30% para 5% também será aplicada ao etanol, decisão que pode abrir as portas para as aquisições do insumo brasileiro. Uma autoridade do departamento de tarifas do ministério informou que a alíquota baixa, em vigor a partir de 1º de janeiro, valerá para o biocombustível na mistura à gasolina.

   A despeito dessa decisão, os exportadores não preveem importações de grandes volumes em breve devido à falta de instalações no mercado chinês para mistura do etanol à gasolina. Para fazer o processamento, os importadores terão que construir instalações de mistura, atualmente sob controle de empresas estatais.

   Além disso, exportações de etanol brasileiro para a China são improváveis no curto prazo, uma vez que a safra de cana está acabando no centro-sul e os estoques do combustível estão baixos.

   Contudo, a expressiva redução do imposto é positiva se considerado o horizonte de longo prazo, conforme avalia a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). “A China tem um baita mercado, mas não tem como responder ao aumento da demanda e está abrindo uma janela, o que é altamente positivo”, disse Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica.

   O Brasil, maior exportador mundial de etanol, tem pressionado a China a importar o biocombustível brasileiro como complemento à produção limitada do país asiático. “A tarifa baixa parece tornar as importações viáveis. Mas estamos estudando se há outras restrições”, disse um trader.

   Além da falta de disponibilidade, os atuais preços do etanol no ! mercado brasileiro, acima da média, e o câmbio valorizado frente ao dólar tornariam inviáveis embarques nos próximos meses. “Mas tudo é possível de ser alcançado, especialmente se houver interesse em contratos de longo prazo, preços pré-fixados”, disse Pádua, acrescentando que, nesse caso, a abertura da China poderia inclusive estimular investimentos no setor.

Segurança

Pequim determinou o uso de gasolina misturada ao etanol em apenas um terço das províncias chinesas. A China não permitirá grande expansão de produção de etanol à base de grãos devido a preocupações com a segurança alimentar, e a expansão da produção de biocombustível utilizando outras matérias-primas é restrita devido à quantidade limitada de terras e de recursos hídricos.

O governo quer misturar 2 milhões de toneladas de etanol à gasolina até 2010 e 10 milhões até 2020, como parte de esforços para ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa. No entanto, setores da indústria duvidam qu! e a meta possa ser cumprida, já que as atuais instalações só podem produzir cerca de 1,35 milhão de toneladas.(...)

Fonte: Correio Braziliense - DF\Jornalcana
(23/12/2009)
  • Twitter
  • FaceBook