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MT e Bolívia assinam novo contrato do gás - Gb

Mato Grosso deverá assinar ainda nesta semana um novo contrato com a Bolívia, com validade de cinco a dez anos, para o fornecimento contínuo do gás natural veicular (GNV). As negociações, em fase de conclusão, fazem com que esse novo acordo torne-se um marco para a história do Estado, já que o prazo de duração do contrato proposto pela estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e acatado por Mato Grosso pode chegar a até dez anos.

É o que revela o secretário-adjunto da Casa Civil em Brasília, Jefferson de Castro. Ele afirma que esse novo contrato já está em suas mãos e que no prazo máximo de 72 horas deverá ser devolvido à Bolívia, "estabelecendo, dessa forma, o fornecimento imediato dessa nova remessa do gás, abastecendo os postos de Mato Grosso”, revela ele.

Castro ressalta que somente alguns pontos deverão ser ajustados antes de ser assinado, no entanto, afirma que não há nada mais que atrapalhe esse acordo. Para o secretário-adjunto da Casa Civil, o mérito para esse pacto é de exclusividade do Estado. "Sem interferência do governo federal”, explica ele, sem dar mais detalhes sobre a quantidade que será enviado a Mato Grosso e o preço que será pago pelo produto. No entanto, o presidente da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), Helny de Paula, ressalta que o preço do combustível para o consumidor pode diminuir em até 25% com o novo acordo. "O intuito é que o preço do combustível ao consumidor fique bem abaixo do que está sendo praticado atualmente, de R$ 1,69 o metro cúbico”, afirma Helny, sem estipular de quanto será a redução.

Conforme ele, o acordo irá aplicar uma retração no valor que a Companhia paga à estatal boliviana, que atualmente é de US$ 10,65 por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica, que serve de referência para medir o produto). Paula acrescenta ainda que não há perigo do gás faltar nos postos de combustíveis do Estado porque o novo contrato está praticamente finalizado. Ele também explica que diante de um consumo mensal de 350 mil metros cúbicos, Mato Grosso ainda tem excedente de mais de 1 de milhão metros cúbicos ao mês. "Ou seja, dava para atender o Estado até quase janeiro do ano que vem. Por isso não há indícios de que o gás irá faltar em Mato Grosso”, conclui o presidente.

Combustível competirá com o álcool e a gasolina

Por estimar uma redução de até 25% no preço do gás natural veicular (GNV), originada pelo novo contrato assinado com a Bolívia, o presidente da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), Helny de Paula, afirma que o gás poderá voltar a ser mais vantajoso que a gasolina e o álcool em Cuiabá. "Para se ter ideia, se o preço do gás for de R$ 1,30 a R$ 1,40 o metro cúbico, o consumidor terá economia de até 50% se comparado aos demais combustíveis”, exemplifica o presidente da MT Gás.

Atualmente, os postos de Cuiabá e Várzea Grande comercializam o gás na média de R$ 1,69 o metro cúbico – considerando que o valor é inferior em mais de 10% diante do preço de R$ 1,89 que vigorava no mês passado. Antes da interrupção no fornecimento por parte da Bolívia, no início de outubro do ano passado, o gás era cotado a R$ 1,59 o metro cúbico. Conforme a MT Gás, hoje Mato Grosso consome 350 mil m³ destinados aos três postos de GNV em Cuiabá, dois em Várzea Grande e um em Rondonópolis. Outros 150 mil m³ vão para a indústria da Sadia, em Várzea Grande.

Fonte: Folha de Varzea Grande/Gás Brasil
(09/09/2009)
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