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MT: acordo estabelece transporte diário de 20 mil/m³

O acordo emergencial para suprimento de gás natural ao Estado, durante o mês de janeiro, estabelece envio de 20 mil metros cúbicos (m³) diários, volume suficiente para atender às demandas da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), que atende seis postos de combustível e a planta da Sadia. A chegada do gás é aguardada para as próximas horas, já que a autorização para o despacho tem a anuência da Agência Nacional de Hidrocarbonetos da Bolívia.

A MT Gás, a Secretaria de Indústria, a GasOcidente e GNV/MT Distribuidora estão prontas para retomar distribuição, transporte e comercialização do produto escasso no Estado há cerca de 40 dias.

Como explica o diretor-presidente da Pantanal Energia, Fábio Garcia, de fato há uma autorização feita pelo governo boliviano, mas é necessária a formalização dela, via decreto ou em forma de uma carta simples. “E isso vai ocorrer a qualquer momento. Sem o documento, a prestação do serviço – o transporte do gás – não pode ter início”.

Na GNV/MT, que é terceirizada para levar gás ao consumidor final, as equipes estão de prontidão e a cada cinco minutos conferem o manômetro, instrumento que mede a pressão de gás nos dutos.

Garcia explica que desde o dia 15 de dezembro, quando foi anunciado um acordo entre a GasOcidente – empresa pertencente à Pantanal, que é responsável pelo transporte do gás do lado estadual dos dutos – e o governo do Estado, o entendimento com o governo boliviano foi feito de maneira imediata. “Não perdemos tempo, nem a GasOcidente e nem a MT Gás. Apesar da anuência dos bolivianos, o acordo levou uns dias para ser assinado lá”.

FIM - Os estoques de gás chegaram ao fim no início de dezembro. A falta se deu em decorrência da inexistência de um contrato de prestação de serviço entre a GasOcidente e a MT Gás. A estatal mato-grossense firmou em setembro do ano passado contrato de compra e venda de gás com a Bolívia por dez anos. Mas em outubro, por força de medida judicial arbitral, a GasOcidente teve seu contrato suspenso e por isso o Estado chegou ao desabastecimento.

O acordo emergencial tem vigência até 31 deste mês. Neste período a GasOciente custeará a maior parte das despesas com o ‘frete’ e crê que, com reservas de gás recompostas, haverá tempo para se chegar a uma solução ao problema, que incluiu também suprimento de gás à sua usina, a térmica de Cuiabá, que está há mais de dois anos sem operar por falta de gás suficiente para promover a geração de energia. As reservas poderão sustentar o mercado por cerca de seis meses após o fim do contrato entre GasOcidente e MT Gás.

Fonte: Diário de Cuiabá\DasBrasil
(11/01/2010)
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